Aécio alerta Temer: vai fracassar se cometer o erro de distribuir ministérios

Tucano afirma que PSDB apoiaria eventual governo do peemedebista

Em Portugal, senador tucano afirma que PSDB apoiaria eventual governo do peemedebista, mas ainda considera novas eleições o melhor dos cenários (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, afirmou nesta quarta-feira, 30, em Lisboa, que um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB) só será bem-sucedido se não forem repetidas práticas que ele chama de “equivocadas” da gestão Dilma Rousseff, como o “loteamento” de cargos em órgãos públicos e empresas estatais.



“Se o Temer cometer o equívoco, e espero que não cometa, de repetir esse modus operandi de distribuir ministérios para formar o governo, ele vai fracassar”, alertou. “Nós estamos dispostos a nos envolver, pela emergência da crise, e eu estive com o vice-presidente há menos de duas semanas e disse isso a ele. Mas a nossa conversa não é em torno de cargo, é em torno de um projeto", afirmou o senador.
Aécio garantiu ainda que o PSDB se afastará de um eventual governo de transição caso perceba um movimento na direção da distribuição de cargos.

“O PSDB não vai virar as costas para um governo Temer se ele acontecer. Vamos apoiá-lo na sociedade, nos setores onde temos interlocução, vamos apoiá-lo no Congresso Nacional. Mas a dimensão do nosso apoio vai depender muito da postura do Temer, do que ele disser a que veio. Porque, se ele começar a fazer um novo loteamento de cargos, nós não vamos chegar nem perto", afirmou.

Impeachment
Para o senador tucano, a presidente Dilma vai cair, se sem “dignidade”. "Eu diria que o governo da presidente Dilma vai cair, mas corre o risco de perder não apenas no voto, mas também a dignidade. Muitos governos já foram derrubados pelo mundo, mas caíram de pé. E penso que ela deveria estar mais atenta a isso nesse momento”, disse.

Na opinião de Aécio, o impeachment não vai resolver a crise brasileira do dia para a noite. “Não haverá uma solução fácil. Não esperem dias fáceis, mesmo com a aprovação do impeachment. Esperem dias muito, muito difíceis para o Brasil. Porque a ausência da legitimidade do voto joga contra quem precisa de medidas amargas”, avaliou.


“Por isso eu sempre achei que a saída da presidente Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral (onde as contas da campanha petista de 2014 estão sendo julgadas) seria a mais adequada. Todas as saídas serão traumáticas, o TSE talvez fosse a menos traumática, e certamente a permanência da Dilma será a mais de todas”, opinou o senador.


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