EM EDITORIAL, THE ECONOMIST PEDE RENÚNCIA DE DILMA

REVISTA BRITÂNICA CITA "TENTATIVA GROSSEIRA DE IMPEDIR JUSTIÇA"



“A MANEIRA MAIS RÁPIDA E MELHOR PARA A SENHORA ROUSSEFF DEIXAR O PLANALTO SERIA A RENÚNCIA ANTES DE SER EMPURRADA PARA FORA”, DEFENDE A REVISTA (FOTO: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO)







Assim como o The Guardian, editorial da revista britânica The Economist defende que é hora de a presidente Dilma Rousseff renunciar. Para a revista, levar o ex-presidente Lula para a Casa Civil foi uma “tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça”. Assim, para a Economist, Dilma está inapta a permanecer na Presidência
O editorial, que será publicado na nova edição que chega às bancas neste fim de semana com o título “Hora de ir”, diz ainda que a troca na Presidência da República abriria caminho para um “novo começo” no Brasil


“A indicação de Lula parece uma tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça. Mesmo que isso não fosse sua intenção, esse seria o efeito. Esse foi o momento em que a presidente escolheu os limitados interesses da sua tribo política por cima do Estado de Direito”, diz. “Assim, ela tornou-se inapta a permanecer como presidente”, cita o editorial que defende que “a presidente manchada deveria renunciar agora”.
A revista britânica ressalta ainda que sempre defendeu que apenas a “Justiça ou os eleitores - e não políticos com interesses próprios tentando impedi-la - podem decidir o destino da presidente”. Essa percepção, porém, mudou com a decisão tomada por Dilma ao indicar Lula, argumenta o editorial.
Ao tirar a possibilidade de impeachment pelas pedaladas fiscais, a Economist afirma que há três caminhos para a saída da presidente: 1) mostrar que Dilma obstruiu o trabalho de investigação na Petrobras; 2) por decisão do Tribunal Superior Eleitoral que resultaria em novas eleições ou 3) a renúncia. “A maneira mais rápida e melhor para a senhora Rousseff deixar o Planalto seria a renúncia antes de ser empurrada para fora”, defende o editorial.
Michel Temer
Apesar de citar que sem Dilma o Brasil poderia ter um governo de coalizão liderado por Michel Temer para executar reformas necessárias para estabilizar a economia e acabar com o déficit público próximo de 11% do Produto Interno Bruto (PIB), a The Economist ressalta que o vice-presidente também está “profundamente envolvido no escândalo da Petrobras como o PT”.
Assim, apenas “novas eleições presidenciais poderiam dar aos eleitores uma oportunidade de confiar as reformas a um novo líder”.

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