Em entrevista a um programa de televisão Temer anuncia que, se assumir o governo, não tentará se reeleger em 2018

Essa foi a primeira entrevista que o vice-presidente deu a um canal de televisão aberta

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou que, caso assuma a Presidência da República, não disputará as eleições em 2018. Em entrevista ao SBT Brasil, nesta quinta-feira (28/4), o parlamentar garantiu que apoiaria o fim da regra que permite a reeleição ao Palácio do Planalto.

 "Me daria maior liberdade até para a ação governamental se eu vier a ocupar o governo". O peemedebista informou ainda que, se virar presidente, ele e seu ministro da Justiça não farão “nenhuma intervenção na Lava-Jato”.


Temer declarou que a prioridade de seu possível governo é “colocar a economia nos trilhos” para aumentar “a geração de empregos”. O peemedebista explicou que teria o apoio do Congresso para aprovar medidas que a presidente Dilma Rousseff não conseguiu. “Eu tenho certeza de que as medidas que nós viermos a propor serão compreendidas pelo Congresso Nacional e seguramente serão acordadas previamente com setores que venham a participar dessas negociações", justificou.

Questionado sobre a continuidade de investimentos em políticas públicas às minorias, o vice-presidente disse que não vai retirar direitos trabalhistas e sociais: "Fala-se que eu vou retirar os direitos sociais, tipo Bolsa Família, Pronatec. Não vou mexer em nada disso. Pelo contrário. (…) Contesto aqueles que dizem que eu vou liquidar com esses direitos”.

"Conspiração"

“Todo o povo brasileiro deve respeitá-la pelo período que ela está passando. (…) Eu não tenho nenhum desapreço pela senhora presidente, por mais que ela possa fazer uma ou outra acusação a meu ver injustificadas”, declarou Temer a respeito das críticas que recebe de Dilma de que teria conspirado para chegar ao poder.

O vice-presidente destacou que, se o PT e os movimentos sociais fizerem manifestações em oposição ao seu governo, ele "não irá se impressionar". A respeito do ato, ele afirma que seria democrático, "desde que não seja predador". "Em segundo lugar, que não seja embaraçador da atividade, do livre trânsito de pessoas. Em terceiro lugar, eu não vou dar atenção a isso, eu vou dar atenção aos problemas do país. Esta é a função da Presidência da República”, explicou. Essa foi a primeira entrevista que o peemedebista deu a um canal de televisão aberta.


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