Lula desiste de participar de ato pró-Dilma, vai para SP e grava vídeo de apoio

"Não se conserta um País andando para trás", diz Lula

O ex-presidente Lula desistiu de participar do ato “contra o golpe” em Brasília, nesta quinta-feira, 31, em apoio à presidente Dilma Rousseff. Lula, que já está em São Paulo, gravou apenas um vídeo para os manifestantes, onde diz que o brasileiro “não fecha os olhos” para os problemas do País, mas que também não aceita “andar para trás”.


“O povo brasileiro não fecha os olhos para os problemas, nem se conforma com o que está errado e precisa ser corrigido, mas o Brasil sabe que não existe solução fora da democracia, que não se conserta um País andando para trás, que não há poder legítimo se a fonte não for o voto popular”, afirmou.
“A sociedade brasileira sabe o quanto custou recuperar a liberdade e a legalidade, quanta luta, quanto sacrifício, quantos mártires. E nessas três décadas de vida democrática, aprendemos que um grande país se constrói caminhando sempre adiante, consolidando e conquistando novos direitos coletivos e individuais”, disse Lula no vídeo postado nesta tarde nas redes sociais.


O ex-presidente, mesmo sem citar o vice-presidente Michel Temer ou o PMDB diretamente, segue na estratégia alinhada com o Planalto de evidenciar o suposto risco de regressão de direitos sociais em eventual governo Temer.

Lula também reforçou o argumento petista de que Dilma não cometeu crime de responsabilidade e que, portanto, seu impeachment seria golpe.

“Eu tenho certeza que essa energia nova, que vem do coração do Brasil, vai dar o impulso necessário para o País vencer a crise e retomar o caminho do desenvolvimento. Viva a liberdade, viva a democracia”, diz no encerramento da gravação.


O PMDB comandado por Temer apresentou, ainda no ano passado, o programa do partido chamado "Uma ponte para o futuro". De teor liberal, o texto é considerado um plano para a possível gestão Temer, se o impeachment vingar. O plano traz propostas como reduzir o tamanho do Estado, desburocratizar licenciamentos ambientais, ampliar o espaço de atuação da iniciativa privada e, o que gera mais polêmica com centrais sindicais e movimentos sociais, uma 'flexibilização' de regras trabalhistas, dando mais poder de negociação direta entre patrões e empregados ou entidades de classe e menos à legislação. Centrais veem a proposta como um perigoso enfraquecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com informações da Agência Estado.


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