COLETA DE PROVAS EM INVESTIGAÇÃO SOBRE AÉCIO NEVES É SUSPENSA POR MINISTRO

Investigação sobre suspeita de corrupção do senador tucano na Estatal Furnas sofre mudanças.

Nesta quinta-feira (12), na semana que marcou o Brasil pelo afastamento da então presidente da República, Dilma Rousseff, através de processo de impeachment, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a coleta de provas sobre a investigação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que é suspeito de ter participação em esquema de corrupção na estatal Furnas.

Nesta mesma decisão, o ministro do STF enviou de volta o inquérito ao procurador-geral da República para reavaliação, Rodrigo Janot.

Na quarta-feira (11), o próprio ministro Gilmar Mendes havia autorizado a abertura de inquérito envolvendo Aécio, a pedido do procurador-geral. O inquérito tem origem na Operação Lava Jato e apura supostas práticas corruptivas e lavagem de dinheiro com desvios ilegais da estatal, que é uma das mais importantes subsidiárias da Eletrobras.


A defesa de Aécio Neves alega que este caso já havia sido arquivado pelo ministro Teori Zavascki por ser baseado exclusivamente nas declarações do doleiro Alberto Youssef, alertando ainda que este não tinha conhecimento pessoal dos fatos e que teria apenas ouvido falar no envolvimento do senador tucano no caso.

Gilmar Mendes diz que ação é ‘absolutamente normal’
No mesmo dia à noite, durante cerimônia, Gilmar Mendes, então empossado como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, disse que sua decisão foi “absolutamente normal”.

Entre as informações prestadas pela defesa, consta a não verificação do Tribunal de Contas da União sobre indícios de desvio de dinheiro em Furnas. Além disso, a suspeita de que uma empresa ligada à irmã de Aécio para lavar dinheiro foi citada, com alegação de que a mesma estaria sem atividade desde 1999, não podendo assim estar envolvida neste caso.

Gilmar Mendes alegou que não havia novas provas para que houvesse a retomada das investigações, acrescentando que a continuidade do inquérito poderia violar o Código de Processo Penal e o regime do STF por conta disto.

O ministro justificou ainda que as informações prestadas pela defesa de Aécio podem satisfazer as diligências pedidas pelo procurador-geral e que isso possibilita uma imediata formação de juízo acerca da investigação.

Confira também: declaração de Dilma sobre processo de impeachment abre nova discussão.


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