DEPUTADOS REAGEM À DECISÃO DE ANULAR SESSÕES DO IMPEACHMENT

OPOSIÇÃO VAI ENTRAR COM AÇÃO NO STF PARA DERRUBAR DECISÃO

A decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a sessão que votou o processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff gerou repercussão imediata no Congresso Nacional. O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) disse que a decisão do deputado é ilegal. "A decisão decisão não tem amparo legal, pois na Câmara é matéria vencida. Vamos afastá-lo imediatamente da presidência, pois ele deve estar tomando muito gadernal, só pode estar louco...", criticou.



Para o deputado Danillo Fortes (PSB-CE), "é uma decisão irresponsável, que demonstra absoluto desconhecimento da lei. Ele abre uma crise institucional, sem a menor necessidade disso". Segundo ele, isso reforça a falta de capacidade total de comandar uma casa legislativa. "Iremos entrar com mandado de segurança suspendendo a decisão", declarou.
Os deputados a favor do processo estão reunidos para derrubar a decisão. Os técnicos da Câmara já estão trabalhando numa solução e os integrantes da Mesa avaliam até mesmo a possibilidade de um ato da direção da Casa invalidar a decisão do Maranhão.
O líder do DEM, Pauderney Avelino, informou que vai entrar com ação no Supremo Tribunal Federal para derrubar a decisão. Segundo o coordenador de Relações Institucionais do Ibmec, Márcio Coimbra, a decisão será mesmo questionada no STF, como o parlamentar Pauderney anunciou.
Dilma também reagiu
Em ato no Palácio do Planalto sobre criação de novas universidades, a presidente Dilma anunciou a notícia que, até então não sabia que era oficial. O público comemorou. Mas Dilma ressaltou: "não sei as consequências, então, por favor, tenham cautela. Vivemos um mundo de manhas e artemanhas. Nós só vamos entender o que estar em curso depois que compreender".


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