LULA choca chefes de estados no mundo com sua declaração, veja aqui

Durante o discurso de Dilma em frente ao Palácio do Planalto, poucas vezes bateu palmas, ficava com o olhar distante e, segundo aliados, parecia não estar ali.

O que Lula disse hoje ao acompanhar Dilma chocou Obama nos EUA e outros chefes de estados pelo mundo afora.O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava abatido, ele tem seu legado como homem que saiu do nada e se tornou presidente de uma nação. Quem esteve com ele às vésperas do afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República diz que nunca o viu tão chateado.

Nos últimos dias, Lula teve raiva, sentiu tristeza, brigou, chorou. Mas nesta quinta-feira (12) o ex-presidente parecia apático. Ao lado da sucessora e diante de uma plateia que gritava e chamava por seu nome, Lula não reagia.
                 
Nos últimos dias, Lula teve raiva, sentiu tristeza, brigou, chorou. Mas nesta quinta-feira (12) o ex-presidente parecia apático. Ao lado da sucessora e diante de uma plateia que gritava e chamava por seu nome, Lula não reagia.


Durante o discurso de Dilma em frente ao Palácio do Planalto, poucas vezes bateu palmas, ficava com o olhar distante e, segundo aliados, parecia não estar ali. Sua chegada e saída foram os momentos em que o ex-presidente acenou ao público e cumprimentou alguns amigos e militantes petistas que o abordavam.

Pouco antes de entrar no carro e seguir para um almoço no Palácio da Alvorada junto com a sucessora, Lula despistou jornalistas numa frase que pareceu mais um desabafo: Agora eu vou pra casa.

Vestindo camisa social azul e blazer cinza, o ex-presidente fugiu do vermelho, cor do PT, que costumava adotar em atos simbólicos. Desta vez, foi conselho do próprio ex-presidente não fazer desta quinta-feira um dia com cara de fim de governo Dilma.

Lula aconselhou a sucessora a não descer a rampa do Palácio do Planalto, como ela pensava inicialmente em fazer. No lugar, disse, saia pela porta da frente, no térreo, que estarei esperando você.

Na terça-feira (10), quando chegou a Brasília, o ex-presidente jantou com Dilma no Palácio da Alvorada junto com o presidente do PT, Rui Falcão, Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo). Na quarta-feira (11), porém, quando o Senado votou o impeachment numa sessão de mais de vinte horas, Lula não quis acompanhar a votação pela TV ao lado de Dilma.
Assessores diziam que o resultado era esperado e que não tinha motivo de fazer daquilo um evento.

Naquele dia, Dilma se recolheu à área privada do Alvorada por volta das 22h. Dispensou assessores e alguns ministros que a acompanhavam para assistir à sessão. Queria descansar.
Lula, hospedado em um hotel da capital perto dali, também estava exausto. O ex-presidente não conseguiu fazer desta quinta um dia sem cara de fim de festa.


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