Jornal ignora problemas e vende Olimpíadas para os americanos

New York Times destaca vantagens econômicas de viajar para o Brasil durante a competição

Nos primeiros Jogos Olímpicos organizados na América do Sul, os problemas são evidentes. A situação política caótica do Brasil, o medo do vírus do zika e as questões de segurança: tudo contribui para que turistas estrangeiros hesitem ao decidir viajar para o Brasil para ver as competições.
Porém, de acordo com informações da Folha de S. Paulo, em recente reportagem publicada pelo New York Times, uma pesquisa de turismo feita pela Tripset Solutions, empresa de tecnologia para o setor, mostrou que 63% dos americanos haviam registrado interesse menor pela Rio-2016 do que pelas Olimpíadas anteriores, em Pequim e Londres.


Para o jornal, a queda do interesse significa que os viajantes norte-americanos que decidirem ir podem economizar de muitas maneiras.

"Para os norte-americanos, o dólar forte deve ser um fator importante para que reservem uma viagem ao Brasil, hoje", disse João Rodrigues, diretor executivo da FSB, responsável pelas relações públicas nos Estados Unidos para o Conselho Brasileiro do Turismo.

"As passagens aéreas vêm se mantendo constantemente mais baratas do que era o caso na Copa do Mundo, e mais baratas até do que para um Ano Novo no Rio de Janeiro", disse Julia Carter, diretora de vendas da Brazil Nuts, à reportagem.

Aislyn Greene, editora da revista "Afar" destaca ainda outras vantagens ao falar sobre os descontos para quem não se importa de chegar depois da abertura dos jogos. "O que descobrimos é que os preços caem em cerca de US$ 300 (cerca de R$ 1.030) depois de 7 de agosto, e portanto essa é uma boa maneira de encontrar um bom negócio: chegar antes ou chegar depois".

O jornal americano salientou ainda outros fatores que podem ser considerados. O Brasil dispensou a necessidade de vistos para cidadãos dos EUA, Canadá, Japão e Austrália, entre 1º de junho e 18 de setembro.

"A maioria das pessoas não compreende que o Brasil é um destino de viagem relativamente caro, com ou sem a olimpíada. Acham que é como o México. Mas há mais ofertas agora do que há seis meses, certamente", disse Carter.

"Com essas ofertas de último minuto, será ótimo: a cidade vai ser espetacular, o evento é realmente fantástico. A cidade é muito aberta, muito atlética, tem muito entusiasmo pelo esporte. Você só precisa viajar até lá", disse Carter, em destaque para o jornal.

Para o periódico americano, esse é 'um caso raro de procrastinação que resulta em vantagem financeira'.
(noticiasaominuto)


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