Operação que prendeu Paulo Bernado tem como objetivo constranger aliados de Dilma, afirma Lindbergh

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta quinta-feira, na chegada ao plenário em que se reúne a comissão do impeachment, que pode haver "motivação política" na prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Lindbergh disse estranhar a decretação da prisão e da busca e apreensão em um processo que já transcorre por mais de um ano.
— Para nós, não tem razoabilidade nisso. Pode ter uma motivação política, de tentar constranger a senadora Gleisi, nos constranger, diminuir nosso ímpeto aqui na comissão, mas isso não vai acontecer


 — disse o petista.

Lindbergh criticou ainda o "espetáculo" na operação, pelo fato de a busca ser realizada na casa da senadora.

— Esse inquérito existe há um ano, já teve depoimento e tudo. Qual o sentido disso tudo, além do espetáculo e do constrangimento? Desconfiamos sim que tem motivação política — afirmou.

Ele defende que a colega continue na comissão, onde tem sido uma das mais combativas na defesa da presidente Dilma Rousseff.

— É difícil pensar em uma pessoa mais honesta e íntegra que a Gleisi — disse Lindbergh.
O petista disse ainda ser "estranho" a operação ocorrer depois de ser divulgada gravação mostrando o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra negociando pagamento de propina para encerrar a CPI da Petrobras e um dos envolvidos na investigação sobre o avião usado pelo ex-governador Eduardo Campos ter sido encontrado morto.

O petista disse ainda que a operação teria como objetivo direto enfraquecer a atuação de Gleisi.

— Fizeram para atingi-la — disse.

(Oglobo)

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