Mostra Sobre Renato Russo é Prorrogada Até Fevereiro em São Paulo

Exposição que traz objetos pessoais, fotos, manuscritos, desenhos e cartas de fãs, entre outros itens e atrações, fica até 18 de fevereiro

Grande influência da cultura pop nos anos 1980 e 90, Renato Russo e a banda Legião Urbana deixaram um legado musical rico e repleto de curiosidades. Essa história pode ser conferida pelos fãs e admiradores na mostra Renato Russo, em cartaz no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, até 18 de fevereiro de 2018. 

A exposição é a quarta idealizada e concebida totalmente pelo museu, e tem curadoria de André Sturm, ex-diretor do MIS, e direção de arte do Ateliê Marko Brajovic. Giuliano Manfredini, único filho do artista, concedeu ao MIS total acesso ao apartamento de Renato Russo, confiando à equipe do museu sua catalogação, conservação e adaptação para a exposição.


Renato Russo apresenta a vida e a obra deste ídolo do rock nacional, líder da banda Legião Urbana, e traz objetos pessoais, peças de vestuário, fotografias, discos, livros, manuscritos, instrumentos musicais, documentos escolares, desenhos, cartas de fãs, além de prêmios, fanzines, folhetos e impressos variados que percorrem toda a trajetória do artista.

O público poderá mergulhar no caráter multifacetado de Russo, que além de grande letrista, também produziu desenhos e pinturas, bem como uma peça de teatro e projetos cinematográficos. Particularidades, como suas coleções de anjos e de baralhos de tarô, também serão exibidas.
A ideia de montar a exposição surgiu quando o filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, visitou a mostra de David Bowie que o MIS exibiu em 2014. André Sturm, ex-diretor do MIS e curador da exposição, relata o primeiro contato: “Ele me perguntou se eu gostaria de fazer uma exposição sobre seu pai, pois tinha adorado o que tínhamos feito para o David Bowie. Convidou-me para ir ao apartamento de Renato no Rio de Janeiro, que estava há anos fechado e preservado. Lá, ele guardava tudo, do boletim escolar a rascunhos de músicas que se tornaram sucesso nacional. Muitos objetos de seu uso cotidiano também estavam lá: roupas, sapatos, livros… sua sala e quarto continham os móveis intactos usados por ele. Renato Russo era um anotador compulsivo. Diários, páginas soltas, tesouros para alguém interessado em montar uma exposição. Eu e a equipe do acervo do museu ficamos impressionados!”.
A exposição tem como fio condutor a narrativa poética do líder da Legião Urbana. “Renato marcou as pessoas pela poesia, por essa capacidade de falar da vida de uma maneira que transcende a época em que ele viveu e o local. Por isso continua a ter tantos fãs e a conquistar novos”, relata Sturm. “O visitante será convidado a mergulhar no universo de Renato por meio de cerca de mil itens pessoais, numa exposição sensorial, que aproxima o expectador desse universo único, com o padrão MIS de apresentação”, completa.
Pesquisa e conservação
A exposição é resultado de uma vasta pesquisa realizada no acervo que se encontrava no apartamento, localizado no Rio de Janeiro, onde Renato viveu no período de 1990 a 1996. O trabalho do CEMIS (Centro de Memória e Informação do MIS) iniciou em março de 2015, – com supervisão de Patrícia Lira e acompanhamento museológico de Fabiana Ribeiro, (também co-curadora da exposição) – e, desde então, o MIS vem trabalhando neste acervo por meio de diversas visitas técnicas ao apartamento e acondicionamento de material para salvaguarda no MIS. Ao todo, mais de três mil itens passam por revitalização e catalogação. Com informações do site do governo do estado de São Paulo.c


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